NOVA CAMPANHA – Mutantes & Malfeitores

Vamos fazer uma nova campanha de RPG. O sistema será Mutantes & Malfeitores, no Brasil pela editora Jambô.

mutantes-e-malfeitores-logo

 

mm-basicoedrev-capaQue sistema é esse? Baseado no OGL D20, ele cria um sistema de regras totalmente flexível para os mais diversos tipos de campanhas envolvendo super-heróis, com níveis diferentes de poder, de letalidade ou realismo, dependendo do objetivo do Mestre e do grupo.

Desde que li, não penso em mestrar outra coisa!

Só duas coisas estão certas no momento: Continuar lendo

Corvo de Madeira

Introdução de personagem para a nova campanha de D&D 5e

CorvoDeMadeira“Eu já estou morto”, disse pra si mesmo, sujo e maltrapilho.

Em parte, ele se sentia assim. Havia vivido dezenas de vidas dos homens, e se lembrava de tanto, que mesmo os anos de contemplação e austera disciplina no monastério falham em tornar mais leve.

“Eu conheço você, monge! Não são muitos os elfos vivendo por essas bandas. Passarinho-alguma-coisa, não é?”, perguntou rindo a estalajadeira da velha pousada na encruzilhada, com sua risada fazendo corar as bochechas brancas e balançar os seios que lutam contra o tecido gasto das roupas, gastas porém limpas, que podem um dia ter sido tingidas de verde.

O monge concordou, com uma discreta aquiescência, que a identificação era positiva. Não que estivesse correta, mas ele também não estaria disposto a corrigi-la. Há décadas o vigoroso elfo de cabeça raspada (como cabia a todos os monges de sua ordem) e pele acobreada atendia por outro nome: seus irmãos monges o apelidaram de Corvo de Madeira.

Continuar lendo

Aelle ap Lloegyr, Sessão 4.

Essa é a visão da personagem Aelle ap Lloegyr com relação as sessão 4 da campanha “O Ressurgimento do Eterno”.

Uma versão mais bárbara do Aelle.

Aquela foi uma noite difícil de dormir. Não querendo me gabar, mas poucas coisas no mundo me dão medo, aquele ser foi uma excessão. Porém, eu estava fatigado, então quando já estava amanhecendo, consegui dormir profundamente.
Ao acordar, me senti revigorado, meu medo se fundiu a vontade de lutar, pois é lutando que um guerreiro dispersa seus medos, ou ele luta ou ele morre, a vida fica simples, não há medo, misericórdia e outros sentimentos que enfraquecem o homem. Existe apenas a paixão, a fúria e o calor da batalha, esses sim são sentimentos que só tendem a fortalecer, mas não havia batalha a travar naquele momento, então esperei.
Enquanto pensava em tudo o que havia acontecido no dia anterior – pois as memorias da batalha ainda estavam turvas – eis que o anão desperta. Meus instintos me diziam que ele merecia acordar, afinal, os deuses da guerra sempre favorecem aqueles que batalham bem e o anão no dia anterior havia lutado como um verdadeiro bárbaro, tomando a frente da batalha intrepidamente,  enfim, lá estava ele, de olhos abertos. Ali meus medos se esvaíram e pela primeira vez, fiquei realmente feliz desde que saí de Pergyr, então acordei o padre para que este pudesse cuidar do anão recém revivido. Continuar lendo

Forgotten Realms – As Dez Cidades do Norte

As Dez Cidades do Vale do Vento Gélido

Material não oficial de campanha para Forgotten Realms e D&D 4.0

 

As Dez Cidades foram uma confederação de aldeias de pescadores localizadas em Vale do Vento Gélido , limitado individualmente pelo lagos Lac Dinneshere , Dualdon Maer e Redwaters , e da montanha Cairn Kelvin .

Continuar lendo

O Ressurgimento do Eterno – Relatos de Eldeth – parte 0

Meu primeiro post! Demorou mas saiu a história de Eldeth. Ele é um senhor da guerra anão que tem como objetivo vingar seu clã, mas antes tem de descobrí-lo! Espero que gostem. ^^

Nossas sessões de jogo, relatadas pelos jogadores, romanceadas na visão de seus personagens.

Antes da história de Eldeth, tenho que contar a história de seu clã, ou melhor, seu antigo clã. Os Battlehammer, como eram chamados antigamente, eram uma família anã das terras do norte. Apesar do clima frio, os anões dessa região viviam no calor de suas fornalhas sempre acesas e suas escavações na rocha ígnea em busca de minerais diversos. Quando seu então líder, Cael Hammerforger, venceu o dragão Nidhogg usando apenas seu martelo incandescente da lava ao redor, o clã o homenageou com um novo sobrenome que se tornaria o novo nome do clã: Moltenhammer, mas isso fica para outra história. Com o tempo, anos depois da morte de Cael, seus filhos e netos, o clã Moltenhammer ganhou seu nome e prestígio, por forjar os melhores martelos e por ter os melhores anões para brandí-los. Outros clãs acabaram se fundindo a ele, de modo que os Moltenhammer se tornaram o maior clã anão das terras do norte. A mãe e o pai de Eldeth eram descendentes de famílias diferentes do clã. Ele um anão guerreiro filho de vendedores e ela uma forjadora e mãe de família. Se conheceram e logo se apaixonaram e casaram. Viviam uma vida feliz e normal até que tudo aconteceu.

Continuar lendo

O Ressurgimento do Eterno – Crônicas de Tarak – Parte IV

Crônicas de Tarak – Parte IV

 

Nossas sessões de jogo, relatadas pelos jogadores, romanceadas na visão de seus personagens.

 

Tomo VII

Acordo antes de todos e volto à hospedaria. Encontro Aleck dormindo aos pés da cama de Alexiel. O homem deve ter tratado dela a noite inteira com suas rezas. É a primeira vez que o vejo dar esse tipo de atenção a alguém que não Aelle, que dorme com Eldeth em outro quarto. Andreas e seu guarda-costas chegam até a pousada. Não me preocupo em saber como eles nos acharam, uma vez que sabiam que viríamos para cá e também informam terem encontrado outros grupos de kobolds. A surpresa é que Aelle, não sei se ainda bêbado, os ataca no corredor da casa! A briga logo é apartada, mas mostra que esse homem é de temperamento incontrolável. Se esse grupo é uma armadilha de morte, este homem é o gatilho. Espero que ele dome esse temperamento, ou o grupo se dissolverá pelas suas mãos. E eu terei que pará-lo.

Continuar lendo

O Ressurgimento do Eterno – Crônicas de Tarak – Parte III

Crônicas de Tarak – Parte III

Nossas sessões de jogo, relatadas pelos jogadores, romanceadas na visão de seus personagens.

Tomo V

A viagem que parecia tranqüila por dias. Caminhávamos alternando pequenas conversas com alguns momentos de silêncio. A impaciência de Aelle, o olhar desconfiado de Aleck e as passadas rápidas e despreocupadas de Eldeth para acompanhar aqueles de pernas mais compridas pareciam o ponto alto da conversa do grupo. Por diversas vezes pedia para pararmos, enquanto buscava algum ponto mais alto e nos certificar de que não éramos seguidos desde que saímos de Águas Profundas. Isto mudou quando encontramos o elfo. Cansado e nervoso, ele ainda caminhava à nossa frente com a altivez típica de sua raça, e era difícil acompanhá-lo.

Ele pára de repente, pede silêncio e aponta para uma rocha que margeava a estrada. Com a indicação de seus olhos sagazes, eu noto uma pequena sombra. Algo espreitava por detrás da rocha, decerto que imaginando uma emboscada contra os incautos. A conversa terá que ficar para outro momento, aqui somos chamados à ação!

A luta é rápida. Menos de uma dúzia desses reptilianos de pouca inteligência não fariam frente a um grupo tão perigoso. Apesar do ímpeto de sangue dos meus colegas, consegui evitar que um deles fosse morto. Mortos não falam, e temos muito para ouvir. Quem havia encomendado os escravos, dentre eles o nosso gigante Aelle? Por que a estrada estava tão deserta? Quem havia atacado a aldeia que o Elfo falhou em proteger? Para que se precisa de tantos escravos, alguns comprados com enormes quantias em ouro?

Continuar lendo