Paths of the Damned

Aventura

Esta é uma aventura para 4 jogadores de lvl 0, i.e., iniciantes, de Shadow of the Demon Lord. Ela utiliza somente elementos do livro básico, mas o Mestre pode adaptá-la a elementos dos livros auxiliares sem maiores dificuldades.
Os personagens precisam acompanhar uma caravana e garantir que ela chegue ao destino. Na verdade, garantir que eles mesmos, os jogadores, cheguem ao destino. Vivos.

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Q

Conto introdutório de personagem para uma campanha de Shadow of the Demon Lord – The Hunger in the Void

Urth está acabando em magia podre e corrompida.

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Magia tornou-se selvagem e imprevisível em diversos locais. Os rumores falam de uma aldeia a oeste do Mar de Sal onde os mortos simplesmente não descansam. A capital foi coberta por um nevoeiro e diz-se que seus habitantes não vêem a luz do sol há semanas.

O sul, dizem, está gelado como nunca e mesmo as feras estão congelando nos campos, como se o velho invernal da antiga fé tivesse acordado em fúria. Exércitos de orcs criados por grandes magos varrem o interior do continente, sem nenhum motivo aparente além de espalhar miséria e morte, salgando campos das terras baixas e passando à tocha vilas inteiras. E os demônios  apodrecem pessoas a um simples toque e marcam suas almas para sempre.

Mas não é a lâmina de um orc ou a fome de um demônio que preocupa o cidadão comum. É a fome. Cevada congela nos campos ao sul e a carne dos animais está corrompida e pustulenta. Comida é para poucos e pessoas desesperadas fazem coisas desesperadas.

“Deixe-me passar”, disse a taverneira enquanto carregava um grande caneco de cerveja e uma porção de guisado em uma tigela de madeira. “É para o comandante”.

Ele tinha ordens expressas de não permitir a entrada de niguém, mas por algum motivo essa ordem exerceu um apelo irresistível sobre ele. Ela nem mesmo era bonita, acima do peso, com dentes podres e cabelo sujo. Ele girou a chave, e o som do ferrolho, a porta se abriu. A taverneira sorriu, consciente de que os truques da infância ainda funcionam. Em outros tempos, magia era para poucos, mas o mundo não é mais o mesmo. E nem os magos. Continuar lendo

NOVA CAMPANHA – Mutantes & Malfeitores

Vamos fazer uma nova campanha de RPG. O sistema será Mutantes & Malfeitores, no Brasil pela editora Jambô.

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mm-basicoedrev-capaQue sistema é esse? Baseado no OGL D20, ele cria um sistema de regras totalmente flexível para os mais diversos tipos de campanhas envolvendo super-heróis, com níveis diferentes de poder, de letalidade ou realismo, dependendo do objetivo do Mestre e do grupo.

Desde que li, não penso em mestrar outra coisa!

Só duas coisas estão certas no momento: Continuar lendo

Corvo de Madeira

Introdução de personagem para a nova campanha de D&D 5e

“Eu já estou morto”, disse pra si mesmo, sujo e maltrapilho.

Em parte, ele se sentia assim. Havia vivido dezenas de vidas dos homens, e se lembrava de tanto, que mesmo os anos de contemplação e austera disciplina no monastério falham em tornar mais leve.

“Eu conheço você, monge! Não são muitos os elfos vivendo por essas bandas. Passarinho-alguma-coisa, não é?”, perguntou rindo a estalajadeira da velha pousada na encruzilhada, com sua risada fazendo corar as bochechas brancas e balançar os seios que lutam contra o tecido gasto das roupas, gastas porém limpas, que podem um dia ter sido tingidas de verde.

O monge concordou, com uma discreta aquiescência, que a identificação era positiva. Não que estivesse correta, mas ele também não estaria disposto a corrigi-la. Há décadas o vigoroso elfo de cabeça raspada (como cabia a todos os monges de sua ordem) e pele acobreada atendia por outro nome: seus irmãos monges o apelidaram de Corvo de Madeira.

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Aelle ap Lloegyr, Sessão 4.

Essa é a visão da personagem Aelle ap Lloegyr com relação as sessão 4 da campanha “O Ressurgimento do Eterno”.

Uma versão mais bárbara do Aelle.

Aquela foi uma noite difícil de dormir. Não querendo me gabar, mas poucas coisas no mundo me dão medo, aquele ser foi uma excessão. Porém, eu estava fatigado, então quando já estava amanhecendo, consegui dormir profundamente.
Ao acordar, me senti revigorado, meu medo se fundiu a vontade de lutar, pois é lutando que um guerreiro dispersa seus medos, ou ele luta ou ele morre, a vida fica simples, não há medo, misericórdia e outros sentimentos que enfraquecem o homem. Existe apenas a paixão, a fúria e o calor da batalha, esses sim são sentimentos que só tendem a fortalecer, mas não havia batalha a travar naquele momento, então esperei.
Enquanto pensava em tudo o que havia acontecido no dia anterior – pois as memorias da batalha ainda estavam turvas – eis que o anão desperta. Meus instintos me diziam que ele merecia acordar, afinal, os deuses da guerra sempre favorecem aqueles que batalham bem e o anão no dia anterior havia lutado como um verdadeiro bárbaro, tomando a frente da batalha intrepidamente,  enfim, lá estava ele, de olhos abertos. Ali meus medos se esvaíram e pela primeira vez, fiquei realmente feliz desde que saí de Pergyr, então acordei o padre para que este pudesse cuidar do anão recém revivido. Continuar lendo

Forgotten Realms – As Dez Cidades do Norte

As Dez Cidades do Vale do Vento Gélido

Material não oficial de campanha para Forgotten Realms e D&D 4.0

 

As Dez Cidades foram uma confederação de aldeias de pescadores localizadas em Vale do Vento Gélido , limitado individualmente pelo lagos Lac Dinneshere , Dualdon Maer e Redwaters , e da montanha Cairn Kelvin .

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O Ressurgimento do Eterno – Relatos de Eldeth – parte 0

Meu primeiro post! Demorou mas saiu a história de Eldeth. Ele é um senhor da guerra anão que tem como objetivo vingar seu clã, mas antes tem de descobrí-lo! Espero que gostem. ^^

Nossas sessões de jogo, relatadas pelos jogadores, romanceadas na visão de seus personagens.

Antes da história de Eldeth, tenho que contar a história de seu clã, ou melhor, seu antigo clã. Os Battlehammer, como eram chamados antigamente, eram uma família anã das terras do norte. Apesar do clima frio, os anões dessa região viviam no calor de suas fornalhas sempre acesas e suas escavações na rocha ígnea em busca de minerais diversos. Quando seu então líder, Cael Hammerforger, venceu o dragão Nidhogg usando apenas seu martelo incandescente da lava ao redor, o clã o homenageou com um novo sobrenome que se tornaria o novo nome do clã: Moltenhammer, mas isso fica para outra história. Com o tempo, anos depois da morte de Cael, seus filhos e netos, o clã Moltenhammer ganhou seu nome e prestígio, por forjar os melhores martelos e por ter os melhores anões para brandí-los. Outros clãs acabaram se fundindo a ele, de modo que os Moltenhammer se tornaram o maior clã anão das terras do norte. A mãe e o pai de Eldeth eram descendentes de famílias diferentes do clã. Ele um anão guerreiro filho de vendedores e ela uma forjadora e mãe de família. Se conheceram e logo se apaixonaram e casaram. Viviam uma vida feliz e normal até que tudo aconteceu.

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