Aelle ap Lloegyr, Sessão 2.

Essa é a visão da personagem Aelle ap Lloegyr com relação as sessão 2 da campanha “O Ressurgimento do Eterno”.

Sessão 2

O orc então disse aos demais para que saíssemos da taverna, pois era perigoso continuarmos lá, o que fazia sentido, afinal, o idiota explodiu um barco. Todos se levantaram e então saímos de lá, fui atrás do sujeito que havia me prometido ouro, não queria o perder de vista.
Quando saímos, haviam guardas ao redor da entrada, mas para minha surpresa, os guardas não tentaram me impedir. Então o tal sujeito me disse para que fosse na frente levar o cavalo da garota de cabelo azul, pois eles tinham que resolver uma ultima coisa na cidade e que eles logo nos encontrariam. Por não entender a tal situação dos guardas não fazerem represálias a gente, eu sabia que a confusão estava mais uma vez me guiando, então segui ao portão.
Chegando lá, devolvi o cavalo para a garota de cabelo azul e pedi para que ela me mostrasse o tal ouro prometido. Quando ela me falou que não tinha tal ouro, eu não me surpreendi, mas mesmo assim fiquei nervoso. Decidi seguir meu caminho, porém me dei conta de que não conhecia nada sobre esse lugar novo, então contra minha vontade, esperei que o grupo se decidisse ao que fazer. Passado um tempo de discussão, se esperavam os outros dois ou não, optaram por seguir viagem.
A viagem foi monotona em sua maioria, eles discutiam sempre o que fazer ao chegar a um local chamado Águas Ruidosas, giravam e giravam no mesmo assunto, sem chegar a uma conclusão e nesse tempo reparei melhor no grupo. O orc era o que falava mais, era careca, usava um traje escuro e uma espada no sinto. O padre usava uma roupa de peles, com o símbolo de um dragão no peito e sempre tentava empregar algum ensinamento de seus deus, mas não de forma fanática. O anão trajava uma cota de malha e aparentava ser um bom homem. E por fim a garota estranha do cabelos azuis utilizava o que chamávamos em minha terra, de roupas de metal, que os estrangeiro utilizavam para fazer guerra e esta não falava tanto quanto os outros.
Por fim no terceiro dia, me irritei com as conversas sem conclusão e decidi andar mais a frente deles, para evitar mais um dia de conversa tediosa e para conhecer melhor o local novo ao qual eu estava. Dizia Urmega, que o motivo do nosso povo ter vencido tantas guerras, deviasse ao fato dele ser o estrategista e conhecer toda a Pergyr de ponta a ponta, disso eu nunca discordei, pois diversas batalhas impossíveis de vencermos, aquela velho conseguia um jeito de fazer com que Garagos e Tampus nos favorecesse, então ganhavamos. Andavamos por uma excelente estrada comparada as de Pergyr, tropas podiam andar rápidamente por lá. O terreno a principio não tinha muita vegetação, o que não ajudava para uma emboscada, por exemplo, mas no decorrer da viagem, as arvores foram aparecendo em mais densidade e quando comecei a reparar nisso, surge o primeiro viajante na estrada. Como de costume, ergui o machado um pouco mais a frente, porém o sujeito estava vindo até nós como que não queria confusão, portanto baixei o machado.
Quando ele finalmente chegou até nós, percebi que não se tratava de um humano, ele era uma forma humana um pouco mais “esticada” e com orelhas pontudas. Fiquei sabendo mais tarde que ele era um elfo. Nas histórias de Urmega, eu imaginava que os elfos eram criaturas verdes, de orelhas pontudas, magricelas e pequenos, mas este não era muito diferente de um humano. Então falou:
– Olá! Minha aldeia foi destruída, será que podiam me ajudar?
– Destruida por quem?- perguntou o orc.
– Acredito que foram Kobolds, estou seguindo seus rastros desde minha aldeia, pago a vocês tudo o que eu tiver se me ajudarem.
A ideia de ganhar algum ouro e matar uma criatura desconhecida pelo meu povo me agradou, afinal, por mais que o ouro fosse baixo, daria uma boa história de fogueira.
– Eu aceito – respondi – o que é um Kobold?
Pela descrição do elfo e pelo que vi mais tarde, Kobolds eram criaturas franzinas com aspecto de lagartos, o que me deixou menos animado, mas mesmo assim a possibilidade de uma batalha era boa, então continuamos seguindo caminho.
Nesse tempo, o orc mais uma vez levantou mais uma de suas suposições dizendo que a vila destruida podia ter a ver com a minha captura. Meu pai dizia que não devíamos confiar em orcs, eles por mais que fossem seres brutos e grandes guerreiros, eram traiçoeiros. Este por outro lado era um que gostava de falar e não aparentava ser um bom guerreiro, já a lealdade dele era uma incógnita.
Após percorrer mais um trecho, o elfo nos avisa que há perigo a frente, o que era verdade, os tais Kobolds aparecem por detrás de árvores e pedras nos atacando. Eu não me lembro muito bem da batalha, sei que matei uns dois ou três deles. O que me chamou atenção naquele dia, foi o que aconteceu depois.
Um dos Kobolds não havia morrido, então decidiram interrogá-lo. Após uma sessão de tortura vinda do orc, elfo e por incrível que pareça, o padre, o ser disse que seguia ordens de um tal de Dente de Ferro e que seu esconderijo era atrás de uma caichoeira próximo a Águas Ruidosas, mesmo dizendo que não sabia mais de nada, a tortura continuou, até que eu me enchi daquilo e fui decaptálo com o machado, porém o elfo me impediu, então nervoso, fui me sentar do outro lado da estrada, abaixo de uma árvore e fiquei observando. Ao terminar a sessão de tortura, padre e orc saem de perto do Kobold enquanto o elfo abre sua barriga e o deixa sangrando lá. Enojado com aquilo tudo, me levanto e sigo os demais para um local mais escondido, ao qual podíamos dormir.
Durante aquela noite, o grupo discutiu se deveriam ir primeiro a Águas Ruidosas ou procurar o Dente de Ferro e mais uma vez ficaram numa discussão sem fim, então eu dormi.
No dia seguinte, achamos mais rastros de Kobolds juntos ao de uma carroça, seguindo-as, elas acabaram sumindo bruscamente, inclusive a da carroça. Decidimos parar ali para procura. Mais tarde achamos a tal carroça, mas sem sinal de Kobold e dentro dela havia apenas sinal de luta e sangue. Mais uma vez, o maldito orc parou para supor o que tinha acontecido ali. Como eu sabia que iria se originar mais uma discussão sem fim e que o caminho mais certo a se seguir era em frente, a Águas Ruidosas, voltei para a estrada e em seguida o grupo veio também e continuaram a caminhar.
Um dia antes de chegarmos na tal cidade, eu decidi andar mais a frente do grupo de novo, pra prestar atenção em algum sinal de perigo, até que o anão vem ao meu lado e pergunta:
– Escuta… estamos bolando um plano para chegar na cidade, ao qual devíamos amarrá-lo, seria possível?
– Não – respondi de imediato – da ultima vez que entreguei meu machado e deixei que me amarrassem, eu virei um escravo.
Nisso ele volta para trás e segue-se outra discussão a respeito do que fazer, até que por fim, decidiram simplesmente ir até a cidade.

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