Aelle ap Lloegyr, Sessão 1.

Esse post fala sobre a visão da personagem Aelle ap Lloegyr através da sessão 1 da campanha “O Ressurgimento do Eterno”.

Sessão 1

… e então pensei em tudo o que Urmega me disse e pela primeira vez depois daquela viagem monotona, o sangue de rei bárbaro ferveu em minhas veias com a fome da batalha, então decidi seguir o que aquele maldito velho me disse, mas antes precisava sair daquele lugar que este mesmo maldito me colocou. Porém, pelo tempero estranho que colocavam na pouca comida que me davam, eu estava fraco, sabia que era inutil tentar algo pela força naquele estado e ainda mais em alto mar.

Então fiz o que nenhum guerreiro da minha terra faz geralmente, fui paciênte.

Esperei mais algum tempo, acredito que foram 2 dias e duas noites, na verdade não tenho certeza, esta escuro, pois no sexto dia de prisão, eu quebrei o pescoço de um marinheiro folgado que vivia me dando tapas na cabeça. Ele era sobrinho ou algo do tipo do capitão, por isso fui chicoteado meia duzia de vezes, até que um outro homem de poder igual ou superior ao capitão cessou isso e disse que eu valia demais para ser machucado.

Desde então, eu fui trancado no fundo do barco, onde não havia luz alguma. O que me consolava naquele momento, era o barulho do pescoço daquele maldito “craqueando” em minhas mãos.

Passado esse tempo de escuridão, o alçapão se abriu, a luz cegou meus olhos, dois homens me puxaram, me arrastaram para uma caixa e quando estava recuperando os sentidos, a caixa se fechou.

Percebi que não estava sozinho, haviam outras pessoas na caixa. Então me dirigi ao primeiro deles que não estava amordaçado:
– Para onde estão nos levando? – perguntei- Eu preciso sair daqui.
– Para onde vamos, é o inferno, estamos todos perdidos, não há como sair – respondeu ele.
– Você vai querer sair? – disse eu.
– Não há como sair- insistiu o prisioneiro.

Nesse momento, o ignorei, me encurvei ao lado da porta para esperar o próximo prisioneiro ser jogado para dentro da caixa. Porém a caixa começou a se movimentar e cheguei a conclusão de que eu fui o ultimo. A caixa se inclinou e eu cai em cima dos outros.

Passado um tempo, olhando pelos buracos que havia na caixa, vejo e ouço uma algazarra dentro do convés, vozes alteradas em idioma estrangeiro e logo em seguida inicia-se uma batalha. Essa era a distração da qual precisava, então tentei arrombar a porta. Por estar fraco, foi uma tentativa inútil, acabei batendo contra a madeira e cai para trás.

Em seguida, um homem baixo quebra a porta. Vendo que ele tem uma arma, tento dar-lhe um soco para pegá-la, novamente sem sucesso, pois ele se defendeu com o escudo. Então, ele sai da frente da porta, eu saio logo em seguida e percebo que este mesmo homem está lutando contra os marinheiros do barco. Neste momento o calor da batalha percorre minhas veias, o mesmo calor que percorreu em mim quando matei meu primeiro homem, é inexplicável, eu sabia que não perderia aquela batalha, pois o sangue de Garagos e Tempus estava pulsando em minhas veias, então as lembraças ficaram turvas, meu punho se ergueu e em seguida foi contra o rosto do marinho mais proximo, seguiu-se um baque e um barulho surdo de ossos quebrando, senti seu crânio se esmagando contra meu punho, o que me motivou a desferir mais um soco no marinheiro ao lado e o resultado foi igual. Me virei em seguida para mais um e este teve o destino parecido com os outros dois. Quando eu ia atacar um orc de roupa escura, percebi que ele fazia parte do lado aliado, então me dei conta de que a luta havia acabado.

De imediato, corri para baixo para pegar minha armadura e meu machado e neste meio tempo outra luta havia começado lá em cima. Quando me virei para subir, um homem de energia pacífica tentou falar comigo, mas não havia tempo para isso, o empurrei para o lado e subi de volta. Havia uma confusão, entre homens com o mesmo uniforme do anão e o restante, – junto ao anão – então decidi fazer um baita barulho para saber que lado seria o meu lado na batalha – eu sei, isso é confuso, mas eu estava confuso. Enfim, com meu machado quebrei uma parte do barco, o que fez dois sujeitos uniformizados se assustarem e me olharem com espanto, o que revelou-os como meus inimigos, porém a batalha já estava controlada, estes se renderam e um outro morreu pela espada de uma moça estranha que logo em seguida foi carregada por um sujeito de aparencia também estranha, sem mais nem menos. Neste momento a confusão estava tomando conta de mim, mas aprendi com o maldito Urmega, “que as vezes para nos localizarmos, temos que nos perder”. Bem, eu até hoje não sei o que isso significa, não sou como aquele velho magricela que acredita que livros e palavras mágicas possam resolver o problema do mundo, mas olhando para trás, isso sempre funcionou, então ignorando o restante, segui os dois estranhos para fora do barco.

Saindo do barco, este sujeito estranho me barrou e perguntou:
– Vamos conversar cara? – com a simplicidade de um conhecido – Eu posso te ajudar.
– Depende, você tem ouro para me dar?-repliquei.
– Eu não tenho, mas ela tem- apontou para a moça estranha que por sinal tinha cabelo azul e continuou – precisamos de um cara como você para nos escoltar… vamos conversar, você deve estar com fome, logo ali tem uma taverna, eu pago.
– Quanto ouro? – Perguntei.
– 40 peças – respondeu ele.

Seu tom de voz, era igual àqueles sujeitos que se diziam espertos em Pergyr e que logo em seguida perdiam as mãos por tentar roubar ou fazer uma coisa covarde do tipo, mas mesmo assim aceitei, afinal, eu tinha meu machado de volta e bem, eu não comia direito já fazia um bom tempo, não podia desperdiçar uma boa comida e uma boa cerveja, sem contar que a confusão estava me chamando, por isso fui.

Antes de ir, aquele orc de roupas escurar, gritou algumas besteiras em idioma comum, acendeu um pavio, pulou do barco e correu. Segui esse ultimo movimento indo atrás do rapaz que me prometeu ouro.

De fato, a taverna era proxima, entramos e o cheiro da comida fez meu estômago se revirar, então chegou um banquete na mesa a qual sentamos. A cerveja era uma porcaria comparada as cervejas de Pergyr, mas a comida era excelente, então eu a comi enquanto os demais que estavam no barco, traçavam planos. Nem liguei para o que diziam, não para observá-los, pois a comida estava boa e a confusão estava me guiando.

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