Aelle ap Lloegyr, Sessão 3.

Essa é a visão da personagem Aelle ap Lloegyr com relação as sessão 3 da campanha “O Ressurgimento do Eterno”.

Sessão 3

Enfim, chegamos na cidade sem perigo algum e sem ninguém tentar nos impedir de entrar, seguimos para a taverna do local.
Dentro dela, havia poucas pessoas, dois senhores em uma mesa, uma elfa de cabelos ruivos em outra e a taverneira no balcão. Me dirigi ao balcão para pedir cerveja e comida enquanto os demais se sentaram a uma mesa para conversar. A comida de lá era boa e a cerveja era melhor ainda, então depois de comer, fiquei bebendo e observando a taverna. Nisso, o padre se senta com os dois senhores e eles conversam, pelo que entendi, estavam falando sobre a estrada e o ataque de Kobolds, pouco mais tarde, o padre vem até mim, me dá um punhado de ouro e me diz que os senhores haviam nos contratado e então o outros membros do grupo vão conversar com os velhos. Passado um tempo, eles voltam para a mesa e conversam a respeito do que iam fazer, como de costume. Até que o padre se dirige até a elfa e o orc se dirige a mim dizendo:
– Fique de olho naquela elfa, ela não é de confiança.
Nisso eu apenas acenei que sim, coloquei o machado a frente com o cabo voltado para cima, apoiei um ante-braço nele e fiquei bebendo enquanto observava a elfa, porém nada aconteceu e o padre voltou para a mesa com os demais. Então eu terminei de beber, perguntei para a taverneira aonde era o quarto e fui me deitar.
No dia seguinte, eu acordei feliz, pois fazia tempo que não bebia bem, peguei meu machado, e fui para baixo esperar os outros, só que ao sair do quarto, me deparo com o mago e seu guarda-costas, aquele homem estranho que havia me prometido ouro, e por extinto, tento agarralo, mas sem sucesso, ele se desvia e me ataca água de um balde que estava segurando e pergunta:
– O que foi?
– Você me prometeu ouro, aonde ele está?-indaguei.
– E você não cumpriu a sua parte!- respondeu ele.
Eu estava em um dia bom, então apenas respondi:
– Eu conheço gente do seu tipo – e desci.
Após comer algo e beber mais uma cerveja, o grupo decide sair e ir atrás de um cemitério de dragão próximo a cidade, então eu paguei minha conta e os segui. Chegando lá, havia uma cratera enorme onde se ouvia sons de pessoas falando e picaretas batendo. Então, empunhei meu machado e decidi tomar a frente para proteger o grupo, senti que naquele dia Tempus e Garagos estavam a meu favor, que se houvesse uma luta, meus inimigos seriam retalhados, até que uns seres com asas parecendo lagartos, vieram em minha direção e bem, a batalha realmente aconteceu, mas eu estava errado quanto a retalhação. Um deles me mordeu, isso foi o necessário para que minha boa forma e minha raiva se fundissem e o calor da batalha pulssasse em minhas veias, então dei uma boa machadada no lagarto que me atacou enquanto outros seres vinham contra nós e foi só. Olhando hoje, me lembro de ter errado todos os golpes subsequentes, estava cego de furia, lembro-me apenas do anão tomando a frente e lutando formidavelmente, daquele homem que andava junto ao mago dizimando os inimigos com magia e das sombras do orc matando os lagartos. Lembro-me também de ter visto um homem pequeno usando uma besta, como nunca gostei de homens que lutam a distancia, parti pra cima dele, mas mais uma vez sem sucesso, pois este foi envolvido em sombras e morto logo depois. Ao me virar vejo o anão fora da cratera, no topo, as sombras do orc puxando-o para baixo, eu me lembro do fogo, do barulho de ossos quebrando, o padre correndo em socorro ao anão junto com a garota de cabelos azuis, o orc indo em direção a eles, o pequeno homem sendo arrastando pelo guarda-costas do mago, a garota caindo de joelhos e o padre se enfraquecendo com a aproximação do orc, meu punho em torno do pescoço do mesmo, seguido do grito “O QUE VOCÊ FEZ?”. Nisso o orc desaparece e reaparece atrás de mim com sua lâmina apontada para minhas costas, então, o verdadeiro calor da batalha explode em minhas veias. Meu machado subia e descia brutalmente contra ele, mas sem sucesso, pois ele era muito mais habil do que eu pensava, desviava dos meus golpes e me golpeava com tamanha velocidade, que eu não entendia de onde vinham os golpes e isso me enfurecia mais. Olhando hoje, vejo que foi burrice tê-lo subestimado, pois eu quase morri, mas a minha percepção sobre os deuses da guerra naquele dia estava certa e em um deslize dele, meu machado se cravou em seu ombro até o peito e este caiu. Ao cair, lembro-me de me jogar em cima dele, segurar seu pescoço e continuar gritando “O QUE VOCÊ FEZ?”, porém me dei conta de que ele estava já a beira da morte, então com os braços cheios de sangue, o deixei e fui ajudar o padre e a garota. Na primeira tentativa de erguê-los, meu corpo reclamou de dor proveniente da batalha e não consegui. Então segurei o padre e perguntei:
– O que posso fazer para ajudá-los?
– Me leve até ele – com a voz fraca, estava falando sobre o orc – pois preciso curá-lo.
– Ele foi a causa disso tudo, não vou fazer isso – respondi.
Então sai de perto do padre, cai encostado no barranco e apenas observei enquanto agradecia aos deuses da guerra pela boa batalha e pedi a eles que dessem o destino adequado para aqueles que haviam lutado bem. O padre se arrastou até o orc com dificultade e ainda sim, continuei observando, até que ele chegou perto dele, lhe concedeu prece, a ferida do orc começou a se fechar e o padre caiu. Bom, existem certos acontecimentos, que não devemos tentar influenciar, pois a pancada que os deuses nos dão, pode ser uma pancada definitiva, então eu apenas arrastei o padre para perto de mim, tentei reanima-lo sem resultado e então descansei. Enquanto eu descansava, o guarda costas do mago interrogava o homenzinho, eu estava muito exausto e não dei a mínima ao que estava acontecendo, lembro-me do mago dizer para descansarmos e dividirmos turnos, eu concordei, mas até no meu turno dava uns cochilos de vez em quando, até que despertei por um murmurio seguido de uma risada, então a terra treme, um grande barulho toma conta do local e uma criatura esqueletal gigante sai do meio da cratera voando e indo embora.
Ainda pasmo, me dirijo até o buraco aberto pela criatura e chegando perto, vejo que se trata de uma fissura sem fim. Quando olho para trás, vejo que o padre estava acordado junto ao corpo do anão e rezando, então chego ao seu lado e pergunto:
– O que era aquilo?
– Um pesadelo – responde ele.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s