Aelle ap Lloegyr, Sessão 4.

Essa é a visão da personagem Aelle ap Lloegyr com relação as sessão 4 da campanha “O Ressurgimento do Eterno”.

Uma versão mais bárbara do Aelle.

Aquela foi uma noite difícil de dormir. Não querendo me gabar, mas poucas coisas no mundo me dão medo, aquele ser foi uma excessão. Porém, eu estava fatigado, então quando já estava amanhecendo, consegui dormir profundamente.
Ao acordar, me senti revigorado, meu medo se fundiu a vontade de lutar, pois é lutando que um guerreiro dispersa seus medos, ou ele luta ou ele morre, a vida fica simples, não há medo, misericórdia e outros sentimentos que enfraquecem o homem. Existe apenas a paixão, a fúria e o calor da batalha, esses sim são sentimentos que só tendem a fortalecer, mas não havia batalha a travar naquele momento, então esperei.
Enquanto pensava em tudo o que havia acontecido no dia anterior – pois as memorias da batalha ainda estavam turvas – eis que o anão desperta. Meus instintos me diziam que ele merecia acordar, afinal, os deuses da guerra sempre favorecem aqueles que batalham bem e o anão no dia anterior havia lutado como um verdadeiro bárbaro, tomando a frente da batalha intrepidamente,  enfim, lá estava ele, de olhos abertos. Ali meus medos se esvaíram e pela primeira vez, fiquei realmente feliz desde que saí de Pergyr, então acordei o padre para que este pudesse cuidar do anão recém revivido. Continuar lendo

Aelle ap Lloegyr, Sessão 3.

Essa é a visão da personagem Aelle ap Lloegyr com relação as sessão 3 da campanha “O Ressurgimento do Eterno”.

Sessão 3

Enfim, chegamos na cidade sem perigo algum e sem ninguém tentar nos impedir de entrar, seguimos para a taverna do local.
Dentro dela, havia poucas pessoas, dois senhores em uma mesa, uma elfa de cabelos ruivos em outra e a taverneira no balcão. Me dirigi ao balcão para pedir cerveja e comida enquanto os demais se sentaram a uma mesa para conversar. A comida de lá era boa e a cerveja era melhor ainda, então depois de comer, fiquei bebendo e observando a taverna. Nisso, o padre se senta com os dois senhores e eles conversam, pelo que entendi, estavam falando sobre a estrada e o ataque de Kobolds, pouco mais tarde, o padre vem até mim, me dá um punhado de ouro e me diz que os senhores haviam nos contratado e então o outros membros do grupo vão conversar com os velhos. Passado um tempo, eles voltam para a mesa e conversam a respeito do que iam fazer, como de costume. Até que o padre se dirige até a elfa e o orc se dirige a mim dizendo:
– Fique de olho naquela elfa, ela não é de confiança. Continuar lendo

Aelle ap Lloegyr, Sessão 2.

Essa é a visão da personagem Aelle ap Lloegyr com relação as sessão 2 da campanha “O Ressurgimento do Eterno”.

Sessão 2

O orc então disse aos demais para que saíssemos da taverna, pois era perigoso continuarmos lá, o que fazia sentido, afinal, o idiota explodiu um barco. Todos se levantaram e então saímos de lá, fui atrás do sujeito que havia me prometido ouro, não queria o perder de vista.
Quando saímos, haviam guardas ao redor da entrada, mas para minha surpresa, os guardas não tentaram me impedir. Então o tal sujeito me disse para que fosse na frente levar o cavalo da garota de cabelo azul, pois eles tinham que resolver uma ultima coisa na cidade e que eles logo nos encontrariam. Por não entender a tal situação dos guardas não fazerem represálias a gente, eu sabia que a confusão estava mais uma vez me guiando, então segui ao portão.
Chegando lá, devolvi o cavalo para a garota de cabelo azul e pedi para que ela me mostrasse o tal ouro prometido. Quando ela me falou que não tinha tal ouro, eu não me surpreendi, mas mesmo assim fiquei nervoso. Decidi seguir meu caminho, porém me dei conta de que não conhecia nada sobre esse lugar novo, então contra minha vontade, esperei que o grupo se decidisse ao que fazer. Passado um tempo de discussão, se esperavam os outros dois ou não, optaram por seguir viagem. Continuar lendo

Aelle ap Lloegyr, Sessão 1.

Esse post fala sobre a visão da personagem Aelle ap Lloegyr através da sessão 1 da campanha “O Ressurgimento do Eterno”.

Sessão 1

… e então pensei em tudo o que Urmega me disse e pela primeira vez depois daquela viagem monotona, o sangue de rei bárbaro ferveu em minhas veias com a fome da batalha, então decidi seguir o que aquele maldito velho me disse, mas antes precisava sair daquele lugar que este mesmo maldito me colocou. Porém, pelo tempero estranho que colocavam na pouca comida que me davam, eu estava fraco, sabia que era inutil tentar algo pela força naquele estado e ainda mais em alto mar.

Então fiz o que nenhum guerreiro da minha terra faz geralmente, fui paciênte.

Esperei mais algum tempo, acredito que foram 2 dias e duas noites, na verdade não tenho certeza, esta escuro, pois no sexto dia de prisão, eu quebrei o pescoço de um marinheiro folgado que vivia me dando tapas na cabeça. Ele era sobrinho ou algo do tipo do capitão, por isso fui chicoteado meia duzia de vezes, até que um outro homem de poder igual ou superior ao capitão cessou isso e disse que eu valia demais para ser machucado.

Desde então, eu fui trancado no fundo do barco, onde não havia luz alguma. O que me consolava naquele momento, era o barulho do pescoço daquele maldito “craqueando” em minhas mãos.

Passado esse tempo de escuridão, o alçapão se abriu, a luz cegou meus olhos, dois homens me puxaram, me arrastaram para uma caixa e quando estava recuperando os sentidos, a caixa se fechou.

Percebi que não estava sozinho, haviam outras pessoas na caixa. Continuar lendo

Aelle ap Lloegyr.

Esse é meu primeiro post em blog, talvez não fique legal as formatações texto e a historia ficou bem grande, mas espero que curtam!

Meu nome é Aelle, Aelle ap Lloegyr, mas quando nasci me chamavam de Aelle ap Pergyr, “ap” para os estrangeiros, seria como “filho de” e diferente do mundo estrangeiro, de onde venho somos filhos da terra na qual nascemos e da qual estamos destinados governar, não simplesmente filhos de um pai e/ou uma mãe.

Pode parecer totalmente estranho – pra mim ainda é – mas é verdade, lembro-me do meu primeiro dia de vida, é lógico que não nítidamente, porém quando saí de minha mãe, havia um forte cheiro de sangue, não de sangue fresco, mas sim de uma carnificina e o barulho da canção da espada vinda de todos os lados. Também havia um som na ocasião muito sereno, dizendo palavras que até hoje eu desconheço, vindas de um homem chamado Urmega. Após Urmega terminar o que hoje eu acredito que foi um ritual, só me lembro dos meus anos pouco antes de virar adulto.

Aelle ap Pergyr

Era uma manhã em que os nepia – nepia significava aqueles que não tinham direito a um sobrenome, na verdade eram os fracos povos que já habitavam Pergyr antes dos reis bárbaros virem para Pergyr – que serviam meu pai, Aeric ap Pergyr, mais conhecido como “Aeric, O Matador do Urso de Pergyr”, estavam cuidando dos preparativos da grande festa para celebrar as novidades da guerra.

Eu tinha apenas 12 primaveras de vida nesta época, prestes a formar 13, vi grupos intermináveis de guerreiros adentrando o castelo de meu pai, – bem, o povo de Pergyr chamavam aquilo de castelo, mas comparado aos castelos existentes no mundo estrangerio, os castelos de Pergyr nada mais eram do que uma grande paliçada de estacas e barro e com grandes tendas dentro, o que contava mesmo para as defesas, eram os selvagens guerreiros que lá habitavam – homens sob o comando de meus irmãos mais velhos.

O primeiro deles que vi, foi Alwuf, O Touro. Alwuf era um dos homens mais burros que já existiu tanto em Pergyr, como no mundo estrangeiro, mas sua habilidade com seu porrete de dois metros, o tornava um dos bárbaros mais temidos em toda a Pergyr e foi por isso que meu pai lhe deu tropas e o cargo de protetor da fronteira Mais Baixa. Na verdade, Alwuf não seria capaz de defender a fronteira mais sangrenta dos domínios de meu pai com sua inteligecia, mas meu pai sabia que lá precisava de um guerreiro feroz no comando para que o exército lutasse com empenho, então mandou Urmega para ser o estrategista. Urmega era o xamã mais confiável de meu pai, mas a história dele fica pra depois.

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