Q

Conto introdutório de personagem para uma campanha de Shadow of the Demon Lord – The Hunger in the Void

Urth está acabando em magia podre e corrompida.

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Magia tornou-se selvagem e imprevisível em diversos locais. Os rumores falam de uma aldeia a oeste do Mar de Sal onde os mortos simplesmente não descansam. A capital foi coberta por um nevoeiro e diz-se que seus habitantes não vêem a luz do sol há semanas.

O sul, dizem, está gelado como nunca e mesmo as feras estão congelando nos campos, como se o velho invernal da antiga fé tivesse acordado em fúria. Exércitos de orcs criados por grandes magos varrem o interior do continente, sem nenhum motivo aparente além de espalhar miséria e morte, salgando campos das terras baixas e passando à tocha vilas inteiras. E os demônios  apodrecem pessoas a um simples toque e marcam suas almas para sempre.

Mas não é a lâmina de um orc ou a fome de um demônio que preocupa o cidadão comum. É a fome. Cevada congela nos campos ao sul e a carne dos animais está corrompida e pustulenta. Comida é para poucos e pessoas desesperadas fazem coisas desesperadas.

“Deixe-me passar”, disse a taverneira enquanto carregava um grande caneco de cerveja e uma porção de guisado em uma tigela de madeira. “É para o comandante”.

Ele tinha ordens expressas de não permitir a entrada de niguém, mas por algum motivo essa ordem exerceu um apelo irresistível sobre ele. Ela nem mesmo era bonita, acima do peso, com dentes podres e cabelo sujo. Ele girou a chave, e o som do ferrolho, a porta se abriu. A taverneira sorriu, consciente de que os truques da infância ainda funcionam. Em outros tempos, magia era para poucos, mas o mundo não é mais o mesmo. E nem os magos. Continuar lendo

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Aelle ap Lloegyr, Sessão 4.

Essa é a visão da personagem Aelle ap Lloegyr com relação as sessão 4 da campanha “O Ressurgimento do Eterno”.

Uma versão mais bárbara do Aelle.

Aquela foi uma noite difícil de dormir. Não querendo me gabar, mas poucas coisas no mundo me dão medo, aquele ser foi uma excessão. Porém, eu estava fatigado, então quando já estava amanhecendo, consegui dormir profundamente.
Ao acordar, me senti revigorado, meu medo se fundiu a vontade de lutar, pois é lutando que um guerreiro dispersa seus medos, ou ele luta ou ele morre, a vida fica simples, não há medo, misericórdia e outros sentimentos que enfraquecem o homem. Existe apenas a paixão, a fúria e o calor da batalha, esses sim são sentimentos que só tendem a fortalecer, mas não havia batalha a travar naquele momento, então esperei.
Enquanto pensava em tudo o que havia acontecido no dia anterior – pois as memorias da batalha ainda estavam turvas – eis que o anão desperta. Meus instintos me diziam que ele merecia acordar, afinal, os deuses da guerra sempre favorecem aqueles que batalham bem e o anão no dia anterior havia lutado como um verdadeiro bárbaro, tomando a frente da batalha intrepidamente,  enfim, lá estava ele, de olhos abertos. Ali meus medos se esvaíram e pela primeira vez, fiquei realmente feliz desde que saí de Pergyr, então acordei o padre para que este pudesse cuidar do anão recém revivido. Continuar lendo

O Ressurgimento do Eterno – Relatos de Eldeth – parte 0

Meu primeiro post! Demorou mas saiu a história de Eldeth. Ele é um senhor da guerra anão que tem como objetivo vingar seu clã, mas antes tem de descobrí-lo! Espero que gostem. ^^

Nossas sessões de jogo, relatadas pelos jogadores, romanceadas na visão de seus personagens.

Antes da história de Eldeth, tenho que contar a história de seu clã, ou melhor, seu antigo clã. Os Battlehammer, como eram chamados antigamente, eram uma família anã das terras do norte. Apesar do clima frio, os anões dessa região viviam no calor de suas fornalhas sempre acesas e suas escavações na rocha ígnea em busca de minerais diversos. Quando seu então líder, Cael Hammerforger, venceu o dragão Nidhogg usando apenas seu martelo incandescente da lava ao redor, o clã o homenageou com um novo sobrenome que se tornaria o novo nome do clã: Moltenhammer, mas isso fica para outra história. Com o tempo, anos depois da morte de Cael, seus filhos e netos, o clã Moltenhammer ganhou seu nome e prestígio, por forjar os melhores martelos e por ter os melhores anões para brandí-los. Outros clãs acabaram se fundindo a ele, de modo que os Moltenhammer se tornaram o maior clã anão das terras do norte. A mãe e o pai de Eldeth eram descendentes de famílias diferentes do clã. Ele um anão guerreiro filho de vendedores e ela uma forjadora e mãe de família. Se conheceram e logo se apaixonaram e casaram. Viviam uma vida feliz e normal até que tudo aconteceu.

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O Ressurgimento do Eterno – Crônicas de Tarak – Parte IV

Crônicas de Tarak – Parte IV

 

Nossas sessões de jogo, relatadas pelos jogadores, romanceadas na visão de seus personagens.

 

Tomo VII

Acordo antes de todos e volto à hospedaria. Encontro Aleck dormindo aos pés da cama de Alexiel. O homem deve ter tratado dela a noite inteira com suas rezas. É a primeira vez que o vejo dar esse tipo de atenção a alguém que não Aelle, que dorme com Eldeth em outro quarto. Andreas e seu guarda-costas chegam até a pousada. Não me preocupo em saber como eles nos acharam, uma vez que sabiam que viríamos para cá e também informam terem encontrado outros grupos de kobolds. A surpresa é que Aelle, não sei se ainda bêbado, os ataca no corredor da casa! A briga logo é apartada, mas mostra que esse homem é de temperamento incontrolável. Se esse grupo é uma armadilha de morte, este homem é o gatilho. Espero que ele dome esse temperamento, ou o grupo se dissolverá pelas suas mãos. E eu terei que pará-lo.

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O Ressurgimento do Eterno – Crônicas de Tarak – Parte III

Crônicas de Tarak – Parte III

Nossas sessões de jogo, relatadas pelos jogadores, romanceadas na visão de seus personagens.

Tomo V

A viagem que parecia tranqüila por dias. Caminhávamos alternando pequenas conversas com alguns momentos de silêncio. A impaciência de Aelle, o olhar desconfiado de Aleck e as passadas rápidas e despreocupadas de Eldeth para acompanhar aqueles de pernas mais compridas pareciam o ponto alto da conversa do grupo. Por diversas vezes pedia para pararmos, enquanto buscava algum ponto mais alto e nos certificar de que não éramos seguidos desde que saímos de Águas Profundas. Isto mudou quando encontramos o elfo. Cansado e nervoso, ele ainda caminhava à nossa frente com a altivez típica de sua raça, e era difícil acompanhá-lo.

Ele pára de repente, pede silêncio e aponta para uma rocha que margeava a estrada. Com a indicação de seus olhos sagazes, eu noto uma pequena sombra. Algo espreitava por detrás da rocha, decerto que imaginando uma emboscada contra os incautos. A conversa terá que ficar para outro momento, aqui somos chamados à ação!

A luta é rápida. Menos de uma dúzia desses reptilianos de pouca inteligência não fariam frente a um grupo tão perigoso. Apesar do ímpeto de sangue dos meus colegas, consegui evitar que um deles fosse morto. Mortos não falam, e temos muito para ouvir. Quem havia encomendado os escravos, dentre eles o nosso gigante Aelle? Por que a estrada estava tão deserta? Quem havia atacado a aldeia que o Elfo falhou em proteger? Para que se precisa de tantos escravos, alguns comprados com enormes quantias em ouro?

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O Ressurgimento do Eterno – Crônicas de Tarak – Parte II

Crônicas de Tarak – Parte II

 

Nossas sessões de jogo, relatadas pelos jogadores, romanceadas na visão de seus personagens.

 

Na saída de águas profundas, encontramos o homem que libertamos, ele chega sozinho, puxando um cavalo pelas rédeas. Aparentemente, o homem das vestes carmim e seu amigo se perderam na saída da taverna. Nós deveríamos ir atrás deles, podem ter sido presos ou coisa pior. Mas temos uma missão mais urgente: Levar justiça ao homem que havia escravizado aquelas pessoas, inclusive o gigante Aelle que agora se juntava ao nosso grupo tão insólito.

Aparentemente, ele estava pedindo dinheiro para nos acompanhar!! Não entendo isso. O homem havia sido escravizado, arrancado de sua terra e trazido a uma terra estranha. Tem a chance de buscar justiça e vingança e sem honra alguma se porta como mercenário? Começo a achar que fui precipitado ao me unir a esse grupo. Não conheço suas motivações e nem como vêem o mundo. Não sei por quanto tempo nossos caminhos trilharão a mesma estrada, e nem sei que perigos oferecerão caso venhamos a divergir.

Mas por ora, não importando as nossas motivações, seguimos viagem em direção a Águas Ruidosas. Lá, haveríamos de encontrar quem quer que tivesse unido esse grupo tão diferente em torno de um objetivo comum. E ele teria se arrependido desse dia!

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Pra dizer um Oi

Oi pessoal

bom dia, boa tarde, boa noite!
Meu primeiro post no blog à convite do Leandro. Eu tinha até preparado um texto de discurso para esse momento mas ele ficou no meu trabalho. Tudo o que tenho aqui é uma xícara de chá de frutas vermelhas e o notebook sobre o colo (meu café da manhã dos campeões).

A idéia desse post surgiu dum pequeno conto que postei no facebook do Grupo Crônicas de Mil Mundos… Registrando um momento especial da aventura que marcou minha personagem. O conto surgiu do nada, eu nem sequer ia escrever sobre aquilo, apenas escrevi.

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