Quando a personalidade do personagem atrapalha o jogador

O processo de criação superestimado pode atrapalhar o desenvolvimento do seu personagem

Desde que os jogos de estratégia evoluíram para jogos de interpretação de papéis, o nosso famoso RPG, existe uma tendência para a interpretação de personagens.

Sistemas originalmente complexos deram lugar a estrutura de regras minimalistas, e o combate, cerne das campanhas de sistemas como D&D, tornaram-se secundários em frente a necessidade da construção de personalidades mais complexas do que o próprio jogador, muitas vezes.

Essa tendência teve seu Zênite com o sistema Storyteller, criado por Mark Rein*Hagen e seu “Vampiro – A Máscara”, em que os mapas táticos e habilidades de combate deram lugar à interpretação de uma nova forma: a do drama pessoal. Hoje os sistemas buscam o equilíbrios. Sistemas minimalistas ainda têm seu lugar, bem como os que prezam pela estratégia de combate. Nos sistemas de pontos entre vantagens/desvantagens, os jogadores usam as desvantagens psicológicas como maneiras de dar cor ao seu personagem.

Mas ainda temos a tendência de que nossos personagens devem ter uma origem única, um comportamento complexo, uma história recheada de reviravoltas… tudo isso antes de ele ser um guerreiro lvl 1! É tudo muito interessante, e temos a pretensão de criar personagens sempre únicos e inesquecíveis, mas quero apontar aqui 3 pontos que devem ser levados em consideração. Continuar lendo