O Ressurgimento do Eterno – Crônicas de Tarak – Parte IV

Crônicas de Tarak – Parte IV

 

Nossas sessões de jogo, relatadas pelos jogadores, romanceadas na visão de seus personagens.

 

Tomo VII

Acordo antes de todos e volto à hospedaria. Encontro Aleck dormindo aos pés da cama de Alexiel. O homem deve ter tratado dela a noite inteira com suas rezas. É a primeira vez que o vejo dar esse tipo de atenção a alguém que não Aelle, que dorme com Eldeth em outro quarto. Andreas e seu guarda-costas chegam até a pousada. Não me preocupo em saber como eles nos acharam, uma vez que sabiam que viríamos para cá e também informam terem encontrado outros grupos de kobolds. A surpresa é que Aelle, não sei se ainda bêbado, os ataca no corredor da casa! A briga logo é apartada, mas mostra que esse homem é de temperamento incontrolável. Se esse grupo é uma armadilha de morte, este homem é o gatilho. Espero que ele dome esse temperamento, ou o grupo se dissolverá pelas suas mãos. E eu terei que pará-lo.

Continuar lendo

O Ressurgimento do Eterno – Crônicas de Tarak – Parte II

Crônicas de Tarak – Parte II

 

Nossas sessões de jogo, relatadas pelos jogadores, romanceadas na visão de seus personagens.

 

Na saída de águas profundas, encontramos o homem que libertamos, ele chega sozinho, puxando um cavalo pelas rédeas. Aparentemente, o homem das vestes carmim e seu amigo se perderam na saída da taverna. Nós deveríamos ir atrás deles, podem ter sido presos ou coisa pior. Mas temos uma missão mais urgente: Levar justiça ao homem que havia escravizado aquelas pessoas, inclusive o gigante Aelle que agora se juntava ao nosso grupo tão insólito.

Aparentemente, ele estava pedindo dinheiro para nos acompanhar!! Não entendo isso. O homem havia sido escravizado, arrancado de sua terra e trazido a uma terra estranha. Tem a chance de buscar justiça e vingança e sem honra alguma se porta como mercenário? Começo a achar que fui precipitado ao me unir a esse grupo. Não conheço suas motivações e nem como vêem o mundo. Não sei por quanto tempo nossos caminhos trilharão a mesma estrada, e nem sei que perigos oferecerão caso venhamos a divergir.

Mas por ora, não importando as nossas motivações, seguimos viagem em direção a Águas Ruidosas. Lá, haveríamos de encontrar quem quer que tivesse unido esse grupo tão diferente em torno de um objetivo comum. E ele teria se arrependido desse dia!

Continuar lendo

Quando a personalidade do personagem atrapalha o jogador

O processo de criação superestimado pode atrapalhar o desenvolvimento do seu personagem

Desde que os jogos de estratégia evoluíram para jogos de interpretação de papéis, o nosso famoso RPG, existe uma tendência para a interpretação de personagens.

Sistemas originalmente complexos deram lugar a estrutura de regras minimalistas, e o combate, cerne das campanhas de sistemas como D&D, tornaram-se secundários em frente a necessidade da construção de personalidades mais complexas do que o próprio jogador, muitas vezes.

Essa tendência teve seu Zênite com o sistema Storyteller, criado por Mark Rein*Hagen e seu “Vampiro – A Máscara”, em que os mapas táticos e habilidades de combate deram lugar à interpretação de uma nova forma: a do drama pessoal. Hoje os sistemas buscam o equilíbrios. Sistemas minimalistas ainda têm seu lugar, bem como os que prezam pela estratégia de combate. Nos sistemas de pontos entre vantagens/desvantagens, os jogadores usam as desvantagens psicológicas como maneiras de dar cor ao seu personagem.

Mas ainda temos a tendência de que nossos personagens devem ter uma origem única, um comportamento complexo, uma história recheada de reviravoltas… tudo isso antes de ele ser um guerreiro lvl 1! É tudo muito interessante, e temos a pretensão de criar personagens sempre únicos e inesquecíveis, mas quero apontar aqui 3 pontos que devem ser levados em consideração. Continuar lendo